ESCLEROTERAPIA ESTÉTICA

 

          A escleroterapia é um termo amplo e que se refere a certos tipos de tratamentos para alterações venosas. Nós temos como objetivo o tratamento de pequenos vasos (telangectasias e veias reticulares) que aparecem principalmente nas pernas e que causam incomodo estético. 

A doença venosa crônica é uma patologia com tantos sintomas e sinais que foram arranjados numa classificação chamada CEAP: 

CEAP 1 Telangiectasias 

CEAP 2 Varizes visíveis e palpáveis 

CEAP 3 Edema (inchaço) 

CEAP 4 Alterações tróficas (cor da pele) 

CEAP 5 Úlcera cicatrizada 

CEAP 6 Úlcera ativa 

 

Elaboramos algumas informações práticas em forma de perguntas e respostas. Esperamos que o principal sobre o tema fique claro para você. 

 

1. Posso agendar direto a escleroterapia? 

Não , como se trata de um procedimento médico, primeiro é necessário uma consulta para realizar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para cada caso . Se a sua doença venosa estivar em estagio mais avançado a escleroterapia pode não ser a melhor escolha de tratamento. 

 

2. Como é feita a escleroterapia? 

Há diversas técnicas. Podemos dividi-las em injetáveis e transdérmicas. 

As injetáveis partem do princípio o uso de um agente esclerosante (glicose, etamolin, polidocanol) que faça a veia fechar porque leva a uma reação química no endotélio (camada interna) do vaso causando o fechamento do mesmo. 

A transdérmica, ou seja, o LASER, que por ação do calor desnatura as proteínas levando ao fechamento do vaso. 

 

3. Quantas sessões são necessárias? 

O número de sessões varia muito. Como variáveis destacamos a quantidade de vasos, a cor da pele, a expectativa de melhora de cada paciente, a resposta ao tratamento (cada vasinho pode se comportar de maneira diferente, maior ou menor resposta ao tratamento), tolerância à dor e adesão às orientações pós procedimento. 

 

4. Qual o intervalo entre as sessões? 

As sessões podem ser semanalmente ou de 15 em 15 dias. 

 

5. Quais os cuidados após o procedimento? 

Seguir as orientações de compressão usando meias elásticas e/ou ataduras elásticas. Evitar exposição solar até possíveis hematomas desaparecerem. 

 

6. Os vasinhos podem voltar? 

Os vasinhos que são eliminados não voltam. O que acontece é que como a doença é crônica pode haver o surgimento de novos vasos. Lembrando que a doença tem um caráter predominantemente genético não tem como prever quanto tempo e em qual porcentagem eles voltarão. Se fala num prazo de 1 a 3 anos para uma porcentagem incerta deles reaparecerem. 

 

7. Quais as complicações? 

As complicações mais comuns são pequenos hematomas, leve desconforto ou prurido local até 24h do procedimento e pequenos coágulos que devem ser drenados. Mais raramente pequenas manchas que podem permanecer por meses. Muito raramente pequenas ulceras que também tendem a se resolver mediante cuidados.

 

 

Texto escrito na íntegra pelo dr. Eduardo Dias Camargo. Cópia não autorizada.

 

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